quarta-feira, 21 de fevereiro de 2018

Quando você fica muito feliz consigo mesmo


To igual esse velhinho aí, feliz pra caralho!!! Finalmente consegui escrever um texto pro Terapia Cognitiva que eu gostasse e que não sentisse que ficou burocrático e chato pra caralho.

Mas tive que fazer força. E até agora não publiquei, devo fazer isso essa semana. Mas consegui falar sobre a minha forma de trabalhar de uma maneira fluida, sem jargões, como eu escrevo aqui. Ou quase.

Minhas preocupações sobre o que as pessoas esperam lá do Blog estão sempre na minha cabeça. Mas como eu mesmo falei no texto que escrevi. esses pensamentos, se não questionados, ficam te impedindo de testar a vida, testar se os limites que você colocou existem mesmo ou você que os criou.

Pensei inicialmente em colocá-lo aqui no Blog. Talvez por isso eu tenha escrito de maneira mais leve. Porém, comecei a ver que dava pra colocar lá no outro.

Caraca, tomara que isso abra as portas pra que eu consiga produzir textos como eu produzo aqui. Afinal, acho que eu tenho muito a contribuir com o que eu escrevo. Mas talvez eu tenha que limitar o tamanho dos artigos, ou não. Sei lá.

Fato é que eu acho que agora vai. Tava pensando em começar a escrever sobre os tratamentos oferecidos que tem lá no site. E também começar a perturbar os pacientes pelos testemunhos, pra me ajudar.

Acho que esse pedido é foda. Mas pedir ajuda não custa nada.

Afinal, se a pessoa saiu satisfeita com meu trabalho, porque não me ajudar a distribuir isso com outras pessoas ou, até mesmo, me ajudar a ter mais pacientes? Acho que essa troca é sadia.

Bom, enfim, Esse post aqui é bem pequeno. O outro é bem grande, mas coloco o link aqui assim que transferi-lo lá pro outro site.

Pra finalizar, uma imagem de como estou:

Feliz igual pinto no lixo


Valeu


terça-feira, 20 de fevereiro de 2018

O medo do problema é pior que o problema em si


Olá pessoal. Estou fazendo mais um curso de marketing digital, esse bem esclarecedor e gerador de ansiedade. Ele disseca o que tem que ser feito pra divulgar meu site, trazer autoridade baseado no meu conhecimento, a fim de aumentar o número de pacientes. Afinal, é o objetivo do marketing que você faça um investimento para quem precisa da solução que você oferece.

O problema é que sempre me coloco em uma posição de não saber o que não sei, de não conseguir produzir algo que seja consumido, das pessoas não gostarem do que escrevo. De certa forma isso não é absurdo, já que a quantidade de visualizações do meu blog não é uma brastemp. Mas, apesar disso, meu site, para uma palavra chave específica, já está na primeira página.

Quando você está nessa seara quer produzir algo que as pessoas gostem. Mesmo que eu seja um pouco misantropo (não é bem isso, não tenho nada contra as pessoas, mas não sinto que eu precise delas para muitas coisas na minha vida, apesar de gostar de bastante gente), é importante que as pessoas valorizem o que você escreveu. Você atingiu alguém com aquela mensagem.

O problema é que eu fico tão paralisado com a negação das pessoas que acabo não sabendo o que postar. E fico pensando - estou me permitindo colocar tudo que estou pensando agora - que o conteúdo é uma bosta, que eu devo enrolar demais, que eu escrevo demais, sei lá. E aí está o problema. As conclusões que eu chego não são baseadas em fatos, mas em achismo e no resultado puro.

Pensa bem no seguinte caso: você está a fim de uma menina e começa a se engraçar pra ela, chegando ao ponto de chamá-la pra sair ou qualquer outra abordagem do gênero. E ela nega... ;-(
Como cada um fica é particular, mas pensar no motivo é quase uma unanimidade. Ele ou ela me acharam feio, desinteressante, chato, etc. O problema está em você, sempre, na sua cabeça, porque na cabeça de quem supostamente te rejeitou pode ser algo completamente diferente.

COMO DESCOBRIR O MOTIVO DA REJEIÇÃO


Essa é uma tarefa difícil e implica em envolvimento com esse problema. Por exemplo, como nessa imagem acima, por que o cara rejeitou a cerveja? Ele não gosta dessa cerveja? Ele não bebe? Se beber mais vai cair? O cara tá dirigindo? Tá a fim de alguma gatinha e se tive muito bebum não vai conseguir falar? Ou seja, pode ser qualquer coisa. Mas normalmente a gente escolhe a porra do pior motivo e, claro, age como se fosse real. 

Fazemos isso pra tudo. Algumas pessoas dizem que isso acontece porque é melhor se preparar para o pior e não acontecer nada do que não se preparar e se deparar com uma pemba maior do que pode superar. Esse tipo de raciocínio, que parece lógico, parte de uma premissa perigosa: não seremos capazes de lidar com algo que não estamos preparados!

Cacete, tem certeza? Você já parou pra analisar a quantidade de coisas na sua vida que você não tem certeza e lida do mesmo jeito? Quanta merda já teve que resolver no improviso e, depois, ficou com a impressão que era melhor que fosse assim mesmo, senão você nunca teria ido atrás pra resolver?

Pois é. Eu sei bem disso. E estou lutando com a minha tendência em ficar me preparando pra fazer as coisas, ao invés de agir em cima delas. Faço isso todo dia, me esforço todo dia. Mas o medo é grande e me bloqueia. Talvez por isso o CS esteja ocupando todo espaço na minha cabeça. Ele me distrai. 

Não preciso me preocupar com o trabalho formal e não preciso me preocupar MUITO com meus pacientes. Tenho capacidade e know how pra lidar com todos eles. Mas com essas informações novas e como colocá-las pra funcionar, é foda. 

E eu sei que sou capaz. Mas esta merda não sai. Que foda, né?

APESAR DO MEDO, EU NÃO PARO


Acho que dessa vez vai. Tenho feito pouco, mas não tenho parado. Acho que isso tem um valor muito grande. Eu tenho como característica ser persistente, mesmo em coisas que talvez eu não precisasse. Às vezes ultrapassa a teimosia e beira a burrice. 

Mas não gosto de desistir de algo que sinto que é possível. Aliás, eu não gosto de desistir de nada que eu acredite. Não desisto da minha família, não desisto dos meus pacientes, não desisto dos meus objetivos, não desisto do CS, não desisto. 

Não quer dizer que eu não desanime com algumas coisas. Que eu não fique puto. Mas desistir é foda. Já fui muito de desistir e hoje não é o caso. 

O problema é quando eu preciso persistir em algo que tem concorrentes fortes pela minha atenção. Na época da academia, que eu treinava como um atleta, tinha um condicionamento físico do caralho, dava pra fazer facilmente esse movimento. E eu fazia mais difíceis,no Yoguilates. 

Mas eu tenho medo e, muitas vezes, minhas fugas pra aleatoriedades são por causa desse medo. Admito. Mas eu sei que retorno. 

Queria poder não contornar. Não parar, não fugir. Mas a ansiedade é tanta que não consigo, naquele momento, persistir. Mas eu sei que volto. 

ACEITANDO SUAS LIMITAÇÕES PRA MUDAR DE VERDADE


Talvez seja o caso de admitir que não está preparado, não está no momento de conseguir aquilo. Seja por falta de conhecimento, seja por falta de, inclusive, conseguir compreender aquilo que está sendo dito. E eu acho que eu estou nisso no Marketing Digital, apesar de todo o conhecimento que eu tenho. 

Esse curso do Ricotta talvez me ajude a dar um passo a mais, além da imersão do Conrado. Mas, se não der, paciência. Eu tentei. 

Talvez a forma como estou fazendo a exigência sobre mim esteja também incorreta. Preciso dar um passo atrás. Pelo vídeo, todas as pessoas tem uma equipe, tem um time, pra dividir a parte de pensar e a parte prática. Eu sou o homem que faz tudo. 

De certa forma, eu me orgulho dessa alcunha de self made man, aquele que não precisa de ninguém, que aprende de tudo sozinho. E apesar de eu saber que eu consigo, talvez essa minha falta de confiança nos outros esteja mais me prejudicando que ajudando. 

O foda é que sempre estou às voltas com a questão financeira. Depois dessa cravada que levei com a reforma preciso repensar isso. 

Essa minha dificuldade em confiar nas pessoas para fazer as coisas pra mim (entre outras coisitas mais) é um problema que eu preciso superar, e logo. Senão eu não relaxo. Pena que não tenho visto muito motivo pra confiar que as pessoas vão me ajudar em coisas que são difíceis. Mas isso é papo pra outro post. 

Post extra, com um desabafo, porque eu estou me sentindo assim, muito pouco efetivo, aproveitando pouco meu tempo. Falando, colocando pra fora, normalmente ajuda na organização das ideias.

Valeu.

Tivemos um dia feliz de retornos ontem


Já faz algum tempo que não coloco uma foto nossa no Blog. É o tipo de cuidado que eu procuro ter pra não expor minha filha. Mas eu precisava colocar essa. Ontem tirei o dia para acompanhar o retorno dela pra escola e foi muito bom.

Minha filha, dessa vez, não queria muito voltar para as aulas. Afinal, até o ano passado ela estava voltando para as amiguinhas que havia estudado durante 4 anos da vida dela. Apesar disso, percebi animação nela no retorno.

Fomos juntos na entrada, acompanhei ela até a sala de aula, conheci o professor de educação física, vi que ela já fez uma amiguinha logo de começo (na realidade a mãe da amiguinha que pediu pra ela fazer a segurança da filha. rsrsr). Mas tá valendo.

Eu estava um pouco ansioso com esse retorno. Afinal, é uma escola nova, cheia de alunos mais velhos. Sempre há a preocupação com bullying e outras merdas. Aparentemente não é o caso. A escola é bem organizada e ela explicou o funcionamento das coisas, que a diretora passou pra eles ontem.

Fiquei em casa só esperando o tempo passar para ir buscá-la. 17:20 estava na porta e ela estava toda feliz. Porra, muita criança. Ela fez questão de me apresentar a escola, as quadras, as salas de aula, cantina, tudo. Não teve aquela frescura que adolescente tem de "não paga mico, pai". Por enquanto.

De certa maneira, acho que isso pode acontecer, mas será difícil. Não sou o pai pentelho. Sou inclusive bastante divertido, a ponto das amiguinhas dela quererem brincar comigo. Mas nessa hora eu prefiro vazar. Criança deve brincar com criança. Quando ela estiver só comigo, nós brincamos.

Enfim, mais uma etapa passada.

EU DETESTO QUALQUER TIPO DE MAU-CARATISMO



Talvez eu esteja dando valor demais a um jogo a ponto de ficar irritado e dormir mal. Mas é impossível pra mim ver uma injustiça e não me irritar profundamente. E a porcaria da impunidade sempre assolando os caminhos das pessoas. 

Veja, não posso afirmar categoricamente que todas as vezes que eu ou qualquer pessoa se sentirem prejudicadas que elas estão corretas. Sou flexível a ponto de aceitar isso de uma forma natural. Mas tem certas situações que são muito descaradas. 

Ontem eu joguei alguns competitivos e perdi os três, mesmo jogando bem. Perder faz parte da vida. Admito que sinto um grau humano e controlável de inveja de alguém que consegue crescer fazendo o que eu faço e eu não. Afinal, a pessoa consegue sucesso em algo que eu não estou conseguindo ultrapassar. A sensação de fracasso é inevitável. 

Mas neste caso, em dois dos competitivos, a profunda cara de pau de algumas pessoas de usar programas pra tirar vantagem do jogo foi absurda. No último então, perdi a cabeça. 

O cara depois ficou se desculpando por ser SMURF, etc. Mas o que ele fez não foi algo que uma pessoa com altas habilidades no jogo faria. Tiros impossíveis e frequentes, tiros através de fumaça sem ver, mudança de movimentação no jogo sem ter conhecimento da nossa posição, sinaliza utilização de hack. 

O meu sono tem sido agitado com sonhos de Counter Strike. Acho que está na hora de eu mudar o meu foco de novo, dessa vez por escolha. Não fode. 

Acho uma pena que existam pessoas assim. Mas essa necessidade de se dar bem está entranhada na vida de muitas pessoas. Elas simplesmente acham normal fazer isso, utilizar de meios injustos para levar vantagem sobre outras pessoas. 

Existem casos e casos e não posso simplesmente achar que não existem motivos legítimos para que isso aconteça, em ocasiões especiais. Mas nesse caso é uma falta de qualquer sentido moral. 

Tenho escrito e deixado essas pessoas saber o quanto elas são fracassadas e o quanto a vida vai bater nelas quando elas não tiverem auxílios externos para as segurarem onde for. Esse tipo de gente vai usar desse tipo de expediente na vida. Afinal, é mais fácil. 

Mas qualquer pessoa com o mínimo de experiência sabe que, quando você está em um situação em que um leão o está protegendo, os lobos se afastam... mas aguardam. Só o leão sair que o perigo retorna, com força. 

E o único jeito de desenvolver a força do leão é lutando, perdendo, aprendendo, lutando de novo, não desistindo. Não sendo um mau caráter de marca maior. 

O SUCESSO QUE VALE VEM DEPOIS DE ESFORÇO E APRENDIZADO


Pra finalizar, acho que é bem necessário que eu discuta a questão do esforço pra alcançar o sucesso. Volta e meio eu escuto comentários a respeito da validade dos atalhos e frases de efeito que - supostamente - justificam seu uso. E isso me deixa com um misto de tristeza e raiva. 

Uma das mais clássicas críticas dessa natureza diz respeito ao padeiro. Trabalha muito e não vai chegar a lugar nenhum. Tirando a óbvia incapacidade de análise dessa frase, de certa forma se a pessoa não evoluir, mesmo dentro da profissão de padeiro, vai continuar o sendo. 

E isso não é absolutamente desmérito nenhum. Alguém precisa fazer nossos pães. Precisamos comer e essa atividade é extremamente nobre, principalmente quando temos um pão feito com habilidade e sabor diferenciado. 

Vejo no meu trabalho pessoas reclamando por estarem trabalhando muito ou serem chamadas em suas folgas em condições muito raras, como se isso fosse a maior injustiça do mundo. Ou pior, o maior absurdo do mundo. Talvez o foco dessas pessoas esteja bem distorcido. 

Claro que quem passou por outras fases aqui vai ficar indignado com essa frase. Afinal, se lascaram muito antes e de forma muito pior que essa "moleza". Mas a questão é o mindset, o jeito de pensar. Não se trata de valorizar tirar você de uma folga. Não é possível que alguém goste disso. Mas aceitar que isso é um risco ocupacional. 

Ou seja, lidar com essa frustração. Faz parte do jogo e não tem nada de injusta. E talvez até te deixe mais forte. Minha vida sempre foi trabalhar muito e trabalhar 12, 14 horas por dia, pra mim, não me abala nem um pouco. E até gosto, em certos casos. 

É importante que as pessoas possam valorizar seu esforço focado na busca por um lugar ao sol. O esforço não é garantia que você alcance sucesso, mas ele te aproxima bastante e aumenta as possibilidades. Não há 100% de garantia em nada do que fazemos. Mas aparentemente acreditamos que isso é possível...

Ainda bem que nem sempre as coisas são 100% do jeito que pensamos. Aliás, que bom que a maioria das vezes não é. A maioria das pessoas acaba sendo crítica demais ou de menos consigo mesmo e, se isso fosse verdade, provavelmente a pessoa teria mais problemas do que já tem. 

Crie o compromisso de fazer algo por você e aceite que nem sempre as coisas serão do jeito que você espera. Mas acredite na sua capacidade de adaptação. Até hoje você, de um jeito ou de outro, resolveu 100% dos problemas que te apareceram. Ou não?

Valeu.

segunda-feira, 19 de fevereiro de 2018

Inspiração pra escrever? Escreva que ela pode ou não vir


Eu tenho reclamando muito de inspiração pra escrever, sobre como é mais fácil falar aqui e não no outro blog e etc. E estou me achando meio pentelho falando sobre isso. Afinal, eu sou uma pessoa que acredita que as pessoas tem histórias riquíssimas, que tem muito mais a oferecer do que elas percebem. E normalmente descubro que isso é verdade.

O problema é que me sinto continuamente como essa moça aí da foto, tem muito a oferecer, mas está com a boca atada, ou seja, não sai nada mesmo que ela queira.

Resolvi escrever aqui hoje sobre isso e outros assuntos apenas deixando as ideias virem à cabeça (se vierem) e tentando desenvolvê-las.


E O ANO DO BRASILEIRO COMEÇA HOJE


Parece estranho, mas o brasileiro pensa assim mesmo. Se você de fato colocar o começo das aulas em escolas públicas como completar todo o ciclo da vida nas cidades, então faz algum sentido. Mas escuto muito as pessoas pensarem dessa forma. O ano começar depois do carnaval, principalmente na semana seguinte, diz muito a respeito de com qual seriedade nós nos preocupamos com a nossa produtividade.

Minha filha começa hoje a volta para um ano que será bem agitado, pra ela e, claro, pra nós. Ela começa as aulas no cursinho para o Colégio Militar e, à tarde, na nova escola, iniciando o sexto ano. Eu e a patroa estamos bem apreensivos, ainda que saibamos que seja normal, a respeito dessa nova rotina. Novos colegas, crianças mais velhas, bullying, capacidade dela de se adaptar. Estamos torcendo pra baixinha ir bem.

Para minha esposa também "começa" de verdade o ano. Apesar de ela ter começado a ir pra escola semana passada, hoje é o primeiro dia com seus novos alunos e, pra variar, com novos desafios. Mas se tem algo que não me preocupa é a capacidade dela de lidar com as dificuldades pedagógicas que se apresentam.

E pra mim, mesmo que isso seja uma espécie de novidade/absurdo, também. Esse início de ano foi muito picotado de folgas, férias quebradas, viagens não queridas mas necessárias. Ou seja,não estava completo no início do ano. Não consegui dar o gás que eu queria. Não sei bem se eu estivesse por aqui os pacientes iriam estar presentes no gás.

Esse início de ano diferente coincide, de maneira indesejável devo admitir, com as mudanças no consultório e com o maior investimento que já fiz na minha vida em qualquer coisa relacionada ao trabalho. Isso é bom?


VALORIZAR O TRABALHO E PARAR DE MIMIMI



Esses dias estava conversando com alguém a respeito do meu trabalho, da obra que estou fazendo no consultório novo, da minha forma de cobrar, e, dessa vez, discordei de mim mesmo conforme ia falando. Isso é muito estranho pra mim, mas fez sentido. O nome bonito que inventaram agora pra isso é "mudança de mindset". Na verdade, parar de mimimi e valorizar o trabalho é o necessário.

Sabe quando você está falando a respeito do seu trabalho, do tempo que você está desenvolvendo sua carreira, e de repente você percebe que talvez sua forma de pensar a respeito de você mesmo pode estar equivocada? Quando você percebe que talvez você não queira mudar e não sabe bem o motivo, apenas pra manter o Status Quo?

E ficou mais claro ainda na semana passada, quando falei com a Carol a respeito dos últimos gastos que vamos ter. Desta vez, com o valor do serviço da arquiteta, e ela falou, sem nenhum tipo de pudor (do jeito que eu gosto) que espera que agora eu tome vergonha na cara e aumente a consulta.

Esse tapa na cara vem acontecendo bastante. Ano passado uma paciente já tinha me falado que eu não estava valorizando meu atendimento. A outra queria pagar mais do que eu estava cobrando. E a outra achou "baratinho" meu preço. Essa última aí não voltou, mas por outros motivos. Achei realmente que ela não iria voltar naquele momento.

Ainda resisto a essa ideia de aumentar "demais" o valor da sessão. E já vou dizendo que vou contar um segredo pra vocês, já que é uma espécie de desabafo e chamada à consciência: apesar de tudo o que eu falo, eu preciso admitir que não cobro mais porque acho que as pessoas não vão querer pagar...

Tá de sacanagem,né?

Não, não estou. Parece foda pensar assim, mas eu venho a muito tempo lutando com a ideia de cobrar um valor justo pelo meu trabalho. Existem muitos argumentos contrários a isso, mas essa percepção minha é muito forte.

O motivo? Não sei bem. Mas pra mudar o valor pro que eu estou cobrando hoje foi um parto. E absolutamente NINGUÉM sequer reclamou ou discutiu. Isso já foi uma surpresa e tanto.

Fato é que, com todos os anos de experiência que eu tenho, com todo o treinamento, com meu empenho, com todos os fatores que podem ser levados em consideração, cobrar mais não é um absurdo. Mas me gera um impasse.

Eu tenho vários pacientes que pagam bem menos que o valor que eu pretendo cobrar. Essas pessoas não podem pagar mais. E não pretendo aumentar suas sessões demais. Mas eu claramente cobro pouco de algumas pessoas que podem pagar bem mais.

Também vou acabar restringindo quem eu atendo, não ajudando as pessoas. Esse raciocínio é bobo, já que hoje eu atendo com valor reduzido pelo menos 10 pacientes.

Preciso, então, aceitar que o tipo de público que eu vou atender se encaixa em uma parcela diferenciada da população, um público que pode pagar mais e que QUER fazê-lo, pois entende que vale a pena.

Não sei se todos as pessoas que são profissionais liberais passam por esse questionamento, mas eu tenho me visto diante dessa questão ao longo dos anos.

Aprendi com todos os meus treinamentos e formações, seja de Marketing como de desenvolvimento pessoal que valorizar seu trabalho faz com que as pessoas que o procurem também o façam. Será que é isso que falta?

Bom, preciso testar. E esse ano sem nenhuma dúvida. O custo do novo local vai ser muito alto pra ser muito barateiro.

Será que vou ter ainda pacientes depois que aumentar o preço? Eu preciso pagar pra ver. Essa resposta, como tudo, não está na minha cabeça. Não sei como as pessoas pensam e talvez essa seja uma boa notícia. Afinal, eu sou muito mais crítico comigo do que qualquer pessoa.


SER O CARA É MUITO BOM


Sabe quando você é o cara? Quando você arregaça em alguma coisa, a ponto das pessoas falarem pra você felizes e passarem a acreditar em algo que até então era quase impossível? Que você simplesmente faz, valoriza, elogia, e acaba até afastando pessoas perniciosas do grupo apenas fazendo o melhor? Pois é, esse final de semana aconteceu isso. E no Counter Strike Global Ofensive.

Eu realmente me senti depois como se tivesse feito algo pra que essas três moças lindas ficassem com essa cara de satisfação, algo que eu não sentia fazia muito tempo. E olha que o começo do final de semana não foi uma brastemp.

Na  minha conta principal eu comecei como prata 4 e evolui até ouro 4. Como esse mês eu acabei ficando muito tempo fora de casa, acabei não jogando muito. Mas, até a última vez que eu tinha saído, eu estava como Ouro 3. Mas minha filha acabou jogando na minha conta e perdendo várias partidas competitivas. E na sexta-feira eu perdi mais uma, que me causou a queda para Ouro 2.

Qual o problema disso? Bom, eu sou um cara que me cobra muito, principalmente desempenho para meus amigos, ajudando nas horas mais foda. Só que eu não estava me dando conta que era exatamente isso que eu tava fazendo. Sempre me destacava, mas só valorizava quando ganhava.

O foda é que quando estava jogando com meu amigo FRÓID eu só estava pegando time cascudo e nego com HACK. Tomei uma porrada de kill, sempre ficava negativo. E eu não estou acostumado a ser só bônus, porra. Que merda é essa?

Nos últimos tempos, depois que eu voltei de S.J. Campos eu intensifiquei jogar na minha conta SMURF. E lá eu estou me surpreendendo comigo mesmo. E foi nesse ritmo que final de semana, mas especificamente no sábado, aconteceu a reviravolta.

Hum, fale mais sobre isso jovem

Decidi jogar competitivo tarde Sábado. Treinei o dia inteiro jogar DUST 2 de pistola. Sei lá porque resolvi entrar em competitivo sem nenhum amigo pra ajudar. isso é temerário, já que você corre o risco de pegar HACKS, TROLLS, BOLUDOS e outras pragas que atrapalham nossos jogos.

Primeira partida, molecada, time ruim da porra. Carreguei os moleques mas não deu. perdemos. Tomamos. Segunda partida, mesma coisa. Boludo ficava dando TK em mim, desconcentrando. Quando recuperamos o ritmo da partida, após kicar o filho de uma santa, já era tarde. Mas já tinha jogado muito na partida.

Aliás, o boludo começou a me dar TK depois que eu fiz 5K e tava matando geral. O cara me fez perder a paciência.

Mas, pra variar, fiquei em primeiro. De novo.

Decidi jogar a terceira partida. Afinal, o que é um peido pra quem está cagado? Os caras até que jogavam bem, mas tinha um ou dois chatos. Puta que pariu. E um deles só me enchendo o saco: Amarelo faz isso, amarelo, faz aquilo. Porra amarelo, vc não faz isso, blá blá blá. Boring!!!

Soco na tua cara, moleque chato


Resultado? De CT, que é forte na MIRAGE, tomamos de 11x4. Porra, era derrota certa. Mas falei com a galera pra não desistir, que não tinha nada perdido. E, pra variar, eu estava anos luz a frente, inclusive do chato: 19 kills x 5 deaths.

Eu normalmente me sinto muito inseguro jogando de terror na mirage. parece que nada vai dar certo. Mas Olha, não é que deu? Fiz mais 2 5k, virei vários rounds que estávamos na desvantagem, atacamos por A, por B, pelo meio, enfim, fomos encostando, encostando. E com o tempo não escutei mais o chato. Depois fui ver que ele tinha abandonado a partida. Se fodeu, otário.

Maluco, viramos de 16x14, sem os negos ficarem me chamando de Hacker e eu estava com um desempenho absurdo de 42 kills x 15 deaths, muito difícil de acontecer nesses níveis. E os negos falando que eu jogava muito, vibrando, se animando.

Enfim, dá até gosto jogar. Mesmo com os babacas que estragam o jogo, ainda dá pra encontrar diversão no joguinho.

Parece até que eu sou foda. Normalmente não sou isso tudo. Mas nesse dia arregacei. Será que estou ficando melhor nesta merda?

Tomara.

Agora vou na Fisioterapia remarcar meu reinício. Depois posto mais. Pra quem não tinha o que escrever até que foi, não?

Valeu.




domingo, 11 de fevereiro de 2018

Post 100 - Tanto tempo passou, tanta coisa pra escrever mas não sei por onde começar



Olá pessoal. Depois de tanto tempo retomo os posts do blog. Fico até com vergonha de ter ficado tanto tempo sem escrever, depois de ter me dedicado tanto a publicar de novembro pra cá. Depois que eu fui pro GT (Grupo de Trabalho) em São José dos campos, eu meio que deixei de lado o Blog, ainda que eu tenha tentado publicar este post tão importante que é o de número 100.

Falta de assunto não foi. Aconteceram tantas coisas nesse meio tempo que eu tinha muita coisa pra dividir. Mas eu começava a pensar e talvez pela mística desse importante post, eu ficava meio assim de publicar alguma coisa meia boca.

Cheguei agora até a pensar em publicar o post 101 e deixar o 100 guardado pra algo do tipo WOW. Mas isso é uma grande bobagem da minha cabeça, como eu pude constatar nas duas semanas que fiquei sozinho praticamente todas as noites e tive tempo de ver MUITA série e youtube. Aliás, só o que fiz foi assistir.

Mas enfim, vamos começar pelo que aconteceu nesse tempo. Não sei se vou lembrar de tudo já que, pra variar, eu não registrei nem no caderno, apesar de ter levado um montão deles...


BOM RELACIONAMENTO COM O PESSOAL DO GRUPO DE TRABALHO


Não estava muito a fim de participar desse grupo de trabalho. Além de todas as outras razões que já tinha colocado no Blog, dependia muito do grupo que ia estar presente. Para minha surpresa, as pessoas pareciam terem sido escolhidas a dedo. Foi uma boa interação.

Tinha colocado na minha cabeça que não ia participar muito. Cheguei inclusive a comentar com o Chefe, que não sabia que eu não tinha participado de nenhum grupo de trabalho dessa natureza ou de qualquer outra antes. Claro que ele não gostou muito da ideia e me incentivou a participar, pois sabia que eu tinha o que falar.

Pois bem, sou um falador mesmo. Não só participei mais do que pensei que iria como contribui com muitas ideias do que foi definido como definitivo até o teste drive do novo curso quando acontecer. Vamos ver.

Descobri bastante coisa das pessoas do grupo, conversamos e vi que o espiritismo está em alta entre eles. Aprendi coisas novas. Interessante.

Contribui com as missões BVR. O responsável ficou o tempo todo me perguntando qual seria a melhor forma de fazer uma coisa ou outra. Legal.

Enfim, acho que deixei uma boa marca no trabalho em si. Além disso, acabei sendo responsável pela montagem do documento mais difícil de todos, com o Chefe. Até eu fiquei surpreso agora.

E, surpreendentemente, o ser mais chato do mundo gostou das minhas participações e me convidou, além da Helaine, a dar a aula de TRM, que queriam até que fosse retirada. Claro que arrumei trabalho pra mim, mas fazer o que? Não consigo ficar de boca fechada mesmo.

Enfim, isso foi apenas um aspecto da participação do grupo mesmo. Fora do grupo também foi bom.


ASSISTI SÉRIES E FILMES COMO SE NÃO HOUVESSE AMANHÃ


Essa não tinha sido uma meta quando sai de casa, ainda que eu tenha levado o HD pra assistir eventualmente alguma coisa. A internet do hotel de trânsito era, normalmente, uma bosta pra assistir NETFLIX, mas isso também não se tornou uma verdade.

A conexão com o 3G também se mostrou melhor que eu esperava, ainda que oscilasse. A conexão do hotel estava melhor que o 3G, o que por si só já é digno de nota. Mas porque falar em conexão de internet?

Porque eu simplesmente consegui assistir muita série e filmes nessa conexão. Importante frisar que o hotel estava vazio pra cacete. O pessoal tem ficado na cidade, com conexão à internet melhor e quartos mais bem localizados do que ficar dentro do quartel. Eu acho meio deprimente, ainda que dessa vez não tanto.

Pois bem, assisti todos os episódios de Altered Carbon, assisti aquele filme ruim do Al Pacino e mais alguns que não me lembro agora. Além disso, vários vídeos do Youtube. Não estudei minhas aulas, pra variar, mas estudei os vídeos do Seitti Arata. Já é um alento pra quem não produziu quase nada no tempo que teve.

Assisti outras coisas também, em mídias diferentes e gostei. Mas isso é assunto pra outro dia e pra outro lugar.

E o tempo passava e estava chegando a hora da famigerada viagem para o Rio de Janeiro, que estava me deixando meio preocupado. Mas, antes disso, ensaiei algumas saídas à noite que, se não foram ruins, eu não deixei que fossem melhores.

VALE A PENA ESCOLHER COM QUEM VOCÊ VAI SAIR


Uma das coisas boas das viagens a trabalho sempre foram as saídas. Antes eu era um fã incondicional delas, o motivo da viagem não era o trabalho, era poder sair pra ver coisas novas, gente nova, conhecer gente nova se possível e curtir, se divertir, dar risada com os amigos.

Só que ultimamente estou ficando meio sem saco pra sair, mesmo quando estou em casa. Não sei se é porque eu passo tanto tempo fora de casa que, nos momentos que eu posso, não quero realmente sair. Mas sei que isso precisa ser flexibilizado, se não por mim, pela família.

De certa maneira, eu me sentia meio vazio antes, e preenchia com essas farras, bebedeira e mulherada. Na verdade eu não queria fazer aquilo. Talvez um bom sinal disso é que eu, quando tenho um relacionamento com uma mulher legal, sossego. Mas era divertido e tenho boas lembranças a respeito.

Claro que eu me colocava em risco quando eu o fazia. Lembro de pelo menos duas ou três situações que eu saí e voltei tão bêbado, de carro, que nem lembrava direito como tinha chegado. Além disso, por duas vezes eu coloquei a mim e a algumas pessoas em risco. E isso é um problema pra mim bem sério.

Dessa vez as saídas foram minguadas. Não cheguei a ir no Center Vale, trajeto natural de todas as outras vezes. Mas saí duas vezes de forma tradicional. Uma, com meu amigo Cristian e o Jacaré, que tornou a noite uma chatice. O maluco só falava nas mulheres gatíssimas, lindas e maravilhosas que ele ficou. Tentava mudar o assunto e lá ia ele de volta.

Esse tipo de reafirmação do "eu sou foda" é chatíssima. Sempre fui um cara com uma certa habilidade com as pessoas, pelo menos até um certo nível e nunca fui de me gabar. Mas esse ultrapassou todos os limites. Claro que foi a primeira e a última vez que quis sair com esse maluco. Uma pena, que gosto muito do meu amigo Macgyver.


São José dos Campos tem MUITAS virtudes. Vi isso na palestra que fui e que falarei aqui mais tarde. Mas um dos defeitos que me incomoda é a absurda falta de mulheres na cidade, pelo menos nos lugares que nós costumávamos ir. Não tenho a intenção de ficar assediando e cantando mulheres, mas nem pra dar um refresco nos olhos é foda.

E nesse dia, com esse maluco "fodão" foi um dia desses. Boring.



Já no segundo dia, com o ANA, a saída foi bem divertida. Conversamos, rodamos por botecos e paramos lá no último bar, que estava absurdamente bom. Até de dono do Boteco pra brincar com umas meninas numa mesa eu fiz. rs. Mas me vi voltando a ter dezessete anos com minha timidez. Nem uma dança por medo das mulheres não quererem. Também fui escutar o que o viado falou, que as mulheres ali não eram de dançar... me fodi.

Mas foi bom. Apesar de não ter dançado nem sequer uma vez, a habilidade que eu mais tenho desenvolvida, posso dizer que aproveitei essa saída. Foda que eu tinha que viajar no dia seguinte. Mas isso era desculpa. Eu não tinha a obrigação de chegar em uma hora específica.

Enfim, redescobri esse problema e, pela primeira vez, pensei nele de uma forma mais específica, mas direcionada, mais valiosa. Preciso pensar mais nisso nas próximas vezes. Não gostei de me perceber com problemas que eu achei que tinha superado e que, por essa percepção, estão mais profundamente arraigadas do que eu gostaria.

Pois é, essa viagem teve bastante descoberta boa. E algumas não tão boas. Aí, depois dessa saída de quinta, veio a sexta-feira e minha viagem pro Rio de Janeiro tão esperada...

O RIO DE JANEIRO NÃO É MAIS O MESMO



Essa foto é clássica. Ela faz qualquer um querer visitar o RJ. O problema é quando você está lá embaixo, no meio do fogo cruzado e da guerra que virou meu Rio.

Desde sempre eu quis voltar pro RJ. Sou carioca, defendi a cidade por muitos anos de qualquer ataque idiota que fosse feito, tanto à cidade quanto às pessoas. Às pessoas ainda defendo com veemência, pois é absurdo o processo de generalização. Mas devo admitir que toda a admiração que eu tinha pela cidade foram por água abaixo. De vez agora.

Durante muito tempo todos os cariocas que estavam lá defendiam a cidade, dizendo que muito do que era dito era coisa da mídia, que não era bem assim, que haviam lugares perigosos mas não era tudo, blá blá blá. Claro que eu não concordava com muito do que era dito, mas sabia que realmente a mídia dava uma cagada na imagem da cidade.

Mas hoje em dia até mesmo os cariocas estão falando da cidade com medo. Isso é extremamente perigoso. E senti isso na pele nessa viagem também. Todo mundo que está no Rio está preocupado e contando situações que passaram ou ficaram sabendo. E isso acontece diariamente.

Eis que, no meio desse tumulto, eu tinha resolvido visitar o Rio. Não tinha me informado muito a respeito de como estava a cidade, estava preocupado, mas não estava no nível de alerta que eu costumo estar em outras ocasiões. Não teve jeito, tive que ficar.

Tem sido rotina ter tiroteio na cidade, principalmente nas Linhas Vermelha e Amarela, além da Av. Brasil. Ou seja, quase todo o Rio de Janeiro está dentro dessa discrição que falei. Só se salvam a Zona Sul e Jacarepaguá (parte, já que linha amarela deixa dentro da cidade de deus).

Meu caminho normalmente era sair da Rodovia Dutra e cair na Av. Brasil até Guadalupe, passar do lado do minhocão, cruzar o muquiço e pegar a estação de Deodoro, cair em Realengo, pegar a Estrada do Catonho e ir pra Boiúna, normalmente sem muita crise (até então).

Falaram pra eu evitar esse caminho de qualquer jeito.

Aí, antes de saber o que estava acontecendo na Linha Amarela, perguntei aos amigos do Rio qual era o melhor caminho e qual falaram? Linha Vermelha e Linha Amarela. Bom, se eu soubesse que tava dando tanta merda eu com certeza não teria ido.

E, por incrível que pareça, não tive sequer um problema. Só o trânsito, mas dado esse relato que fiz, ficar em engarrafamento sem arrastão é uma coisa muito tranquila.

Enfim, foi um estresse na ida. A estadia foi tranquila, não saí. Meu pai inventou de ir comprar carne em um mercado onde? PRAÇA SECA. Onde estava, exatamente no sábado, tendo tiroteio também. Claro que sem saber eu falei que não ia. Obrigado, senhor.

Fiquei na casa do meu irmão, que é perto da casa da minha mãe, no sábado à tarde. Íamos à praia, mas não deu muito certo. Sem estresse. Importante que ficamos juntos.

Mas, e a volta? Meus parentes me falaram da Transolímpica. realmente melhor decisão. Peguei a Av. Brasil em Deodoro, não peguei nenhum problema, passei a Brasil inteira sem estresse, Dutra, sem nenhuma retenção. Foi muito tranquila.

Mas, o que me chamou a atenção foi minha mãe me dizer pra não voltar lá no Carnaval. Aventei a possibilidade de passar mais um tempinho com eles, mas entendi o recado dela e, sinceramente, não queria passar aquele perrengue de novo. Estou bem aqui com minha família.

Mas é uma pena ter que relatar isso da minha terra. Mas não dá pra esconder a realidade. Pelo menos serviu pra eu tirar essas e outras conclusões a meu respeito.


PERCEBER O QUE TE INCOMODA ABRE PERSPECTIVAS DE SOLUÇÃO



Muitas vezes esses momentos de solidão, apesar da óbvia problemática envolvida se isso te incomoda, criam espaços de compreensão, já que você acaba tendo que pensar em coisas que, normalmente, devido ao corre corre do dia a dia deixamos de lado.

O que eu descobri sobre mim diz respeito à minha própria auto eficácia, minha confiança pessoal no que eu posso fazer e no que eu não posso. Acho que eu me restrinjo demais e não me coloco à prova em alguns assuntos que eu achava que já estava ultrapassado.

Estou escutando a música agora chamada Back to life. Gosto muito e seu refrão fala desse mundo que eu estou agora. Vai aí o Clipe se você tiver curiosidade.



A questão da realidade é bem complexa. Se você optar por analisar a realidade pelos problemas que você tem hoje, vai ficar estressado, e vai querer fugir. Se você ver a realidade sobre aquilo que você merece, pode ficar com medo, já que não vê como chegar lá. A questão toda é: você precisa parar de achar que sabe qual é a realidade e DESCOBRIR qual ela é, em todos os sentidos.

Eu me vi pensando em mim como nunca antes, pensando no que eu me reduzo, no que eu digo a respeito das minhas possibilidades. BOBEIRA!!! Minhas explicações são ótimas forma de me afastar do meu potencial.

E que merda. Eu consigo fazer tanta coisa difícil, enfrento cada desafio, mas pra algumas coisas ainda me reduzo.

Cheguei a pensar em fazer Terapia de novo por causa disso. Mas com alguém diferente. Acho que a Karin nunca foi capaz de pensar nisso da maneira que eu gostaria e me ajudar a sair, mesmo que seja analisando sobre uma perspectiva diferente. Precisava de alguém pra entrar na minha loucura, entendê-la e depois tomar algum tipo de atitude. Simplesmente negar e dizer que isso não pode ser o foco é uma merda.

Pensei em fazer isso eu mesmo, tentando fazer comigo o que faço com meus pacientes. Mas esta merda não tem muito como dar certo. Eu sou humano e vou querer fugir. Afinal, se eu tenho medo, faz sentido eu ter cagaço, não é mesmo??? Mas devo admitir que cheguei em um nível bom de compreensão. Mas parei. Claro. Mas posso voltar a fazê-lo. Quando não sei.

Enfim, essas foram algumas estripulias minhas em São José. Apesar de não querer ir acabou sendo bom. Mas preciso que isso se torne constante. Senão, daqui a pouco, estou no ritmo louco e não fiz nada a respeito.

Valeu!!!



segunda-feira, 29 de janeiro de 2018

Viajar sozinho : um convite à reflexão


Olá pessoal. O post de hoje será feito até a bateria do lap top cair. Aproveitando o milagre da conexão do hotel de trânsito estar funcionando razoavelmente bem e, pasme, tá pegando 3G dentro do quarto. Isso é inovação. E ele trata da viagem Curitiba - São Paulo que fiz hoje, além de algumas coisinhas mais.

Começando de trás pra frente, estou tendo um probleminha de temperatura aqui no quarto. Estou me batendo com o ar condicionado. Ele não quer gelar nem por um cristo. Pode ser que eu seja um baita de um bisonho, não descarto, mas e já mexi nesse controle pra todo lado. Será que eu estou sendo tão burro assim?

Bom, vamos lá. Essa viagem começou a muito tempo no meu pensamento. Ela tem povoado minha cabeça faz tempo e, inclusive, ela é a fonte de muitas preocupações que eu tenho relatado pra vcs. Por que? Porque simplesmente ela me afastou da clínica e ultimamente só tem saído dinheiro pra pagar conta e entrar que é bom, nada. E são 2 semanas, logo, 2 semanas pagando sem receber NADA.

Se fosse em outros tempos eu estaria super feliz. Estaria fazendo contatos, estaria falando com a galera. Mas já faz tempo que viajar aqui pra SJC não me acrescenta absolutamente nada. E posso até dizer mais, a última viagem que fiz, que supostamente seria muito boa, pra Brasília, foi um programa de índio. Só fiquei dentro do quartel com os amigos cuecões de couro.

Mas não me importei. Eu não estava tão a fim assim. Pelo menos jantei tradicionalmente no restaurante que eu gosto no Gilberto Salomão.

Aqui estou jantando pela segunda vez no restaurante Billas. A comida não é uma Brastemp, mas pra quem só almoçou, 10 horas da noite qualquer coisa vale.

Ou seja, meus programas estão ficando de tal modo que, sem a família, não tem graça mais viajar. Mas...

ESTAR SOZINHO TE PÕEM PRA PENSAR


Normalmente eu ocupo minha mente com minha família, com jogo, com vídeo, com filme, com qualquer coisa. No carro ficou muito claro que, mesmo com minha amiga Ritalina, os pensamentos vem e vão absurdamente.

Fiquei devaneando pensamentos que não posso relatar aqui por pena de me foder mais tarde, mesmo que sejam só pensamentos.

Tive que fazer um esforço pra manter a atenção na estrada e claramente perdi o foco várias vezes, rapidamente, sem muito risco.Mas não posso garantir que não tenha tomado multa.

E um dos pensamentos foi que eu posso estar com mais problemas na minha visão de longe pra dirigir que eu estava me dando conta. Talvez seja bom eu fazer os dois óculos logo quando voltar, pra evitar passar esses sustos de meio que perder a noção de espaço pra frenagem.

Na viagem pra Bombinhas a Jo ficou falando toda hora. Tirando o óbvio exagero dela, talvez ela tenha me alertado pra algo que preciso mexer. O óculos só pra perto não tá sendo mais suficiente. Por enquanto sim, mas acho que preciso fazer algo a respeito.

Outro pensamento que me ocorreu agora, que não passou no momento da viagem exatamente assim, mas faz sentido, tem tudo a ver com o que eu prego como psicólogo comportamental. Lá vai.

A MELHOR MANEIRA DE LIDAR COM O MEDO É ENFRENTANDO


Ficava pensando nos problemas que o carro podia ter. Se a roda tava no lugar. Ou, se a calibragem estava certa. Ou se ia arrebentar alguma coisa. E ficava remoendo e remoendo tentando resolver os problemas antes dele acontecerem, mesmo que não houvesse muita coisa a ser feita.

E acho que assim que guio minha vida. Não tem como isso fazer bem pra quem quer que seja.

Voltei!! Essa noite foi o cão, e em parte por minha incompetência pra operar um ar condicionado. Dá pra acreditar? Pois é, acredite. Passei calor porque eu não sabia qual era a posição de frio. Fui no Hotel hoje pra mudar de quarto mas, antes disso, falei com minha amiga HEL e vi como ela operava do quarto dela.

Tcharammmmm!!! Liguei o do quarto de estudo e funcionou. O do quarto mesmo de dormir não tá uma brastemp, mas o outro tá segurando a onda a ponto de até sentir um pouco de frio. Então, como diz o Rodrigão, tá "suave".

Fazendo a conexão com o texto de ontem e com minha forma de ser, é importante que a gente perceba nossas limitações, nossas formas de agir que, em última instância, acabam sendo a raiz de muitos problemas. E também aquelas que são as fontes de ganhos na sua vida. Sempre há dois lados pra tudo.

Como tinha dito, tenho uma questão de preocupação que costuma ocupar minha mente em alguns casos. Que casos são esses: situações que fogem muito da minha rotina, que não dependem muito de mim pra resolver. Fico realmente me sentindo perdido nesses casos e, claro, muito ansioso.

Mas como eu já cansei de dizer em outros textos, a ansiedade é uma questão de colocar-se em um futuro em que vc não vai dar conta do que vai acontecer e, ao mesmo tempo que tenta arrumar uma solução, já vai sofrendo como se aquilo que vc pensou fosse pura realidade.

E, como eu sei a solução, aplico ela sempre que eu posso. Qual é ela:

ENFRENTE O MEDO


Se vc pensar que 2 pessoas em uma canoa desse tamanho entrando em um caverna que parece estar toda escura é algo assustador, vc nunca iria apreciar esse passeio. Ia sempre evitá-lo. E isso faz com nada mude e que vc mantenha um padrão de hábitos que te aprisiona. 

Eu gostaria de não ter medo. Enfrentar não tem sido um problema ultimamente, ainda que eu tenha que pensar várias vezes antes de fazer algo e fico adiando algumas coisas. Cada vez que faço isso eu só descubro que o problema não some, só aumenta. 

E foi o que fiz. Vim pra cá de carro. O que houve? Nada. 

E eu estava me cagando de medo de ir pro Rio. Mas já arrumei um jeito de ir com relativa segurança, acompanhando o carro dos amigos. E usando o Waze pra me guiar no caminho pela Linha Vermelha e Linha amarela. E seja o que Deus quiser. Não posso deixar de ver minha mãe. 

PERCEBENDO OS PENSAMENTOS


Ao contrário do que se pensa, quanto mais pensamos em nós mesmos, mais nos conhecemos. E como é essa história de pensar em nós mesmos? Simples. É natural que tenhamos muitos pensamentos ao longo do dia, nos mais variados temas, nas mais variadas cores. Muitos nem nos damos conta. 

Esses pensamentos automáticos podem ser a causa da nossa ansiedade. Como? Simples. Se você pensar de uma forma quase inconsciente que é incapaz de resolver um problema, provavelmente vc não vai fazer algo para resolvê-lo. E, com isso, acaba reforçando sua ideia de incapacidade. Simples, mas triste. 

Porém, se você se dá conta do que pensa, o que diz pra si mesmo, e questiona esse pensamento, muito provavelmente se dará conta da bobagem que é vc se preocupar com alguns deles. Isso resolverá enormemente o problema do excesso de ansiedade. naturalmente. 

E viajar sozinho te dá um tempo enorme, ainda mais de Curitiba pra São José dos Campos, pista livre, pra pensar.  E como pensei. 

A maioria dos pensamentos se perdeu. Mas um, além dos que já falei, ficou. E foi a ideia de que, se eu estivesse certo em perder meus pacientes e não conseguir mais trabalhar, isso já deveria ter acontecido antes. 

Claro que essa situação é especial, uma viagem de férias e uma viagem a trabalha juntas com o carnaval, em um período que é naturalmente parado.

Veja só: estou parado, esse tempo todo e só um paciente me pediu atendimento online. Isso já seria apavorante (e é, em certa medida). Mas faz parte. Talvez eles estejam se aguentando. Talvez mesmo não precisem mais de mim. Será?

SURPRESAS BOAS VEM DO ERRO


O que é um erro, para mim? Por exemplo, como eu disse antes, esperar coisas ruins, me preparar para elas e um dado que eu tinha esquecido, me precipitar. E, como já disse em outro artigo aqui do blog, estar errado pode ser bom. Nesse caso foi. Seria tal qual chegar em casa e encontrar isso te esperando. Qual o erro? O que ela estaria fazendo na minha cama me esperando? Mas isso é outra história.

Enfim, um pouquinho em cima nesse artigo falei a respeito do fato dos pacientes sequer entrar em contato. Pois bem, wrong. Minutos atrás duas vieram me procurar para, entre outras coisas, marcar um atendimento online.

Ou seja, minha expectativa de abandono, como eu já sabia racionalmente, estava bizonhamente errada. Construí essa carreira com mito sofrimento e muito esforço. Não será uma ausência a mais que irá acabar com ela. E, como falei, já era pra ter acabado em todas as outras vezes que eu não estava assim tão estabelecido.

Quando você pensa em gratidão, o nome da minha se chama Vanessa Machado. Já tive pensamentos egoístas a respeito, já que ela não me encaminha pacientes como eu faço. Hoje ela tem, no mínimo, 5 pacientes atuais encaminhados por mim. E um dela, que trouxe outros, mas apenas um.

Mas, de novo, wrong. A gratidão não tem data pra acabar. Se não fosse por toda a ajuda dela não estaria aqui. E, se depender do que eu sinto, essa inveja e esse medo que destrói o que é bom não vai me pegar.

Saber lidar com seus sentimentos negativos é uma arte. Quando tudo fica difícil começamos a cortar. Não é a hora. É a hora da abundância. Segurar é uma péssima forma de crescer. Vc só cresce quando se coloca em risco de perder. Isso vai mostrar se o seu medo é real ou não. E estou vendo, de forma gritante, que não é.

Acabei me estendendo em pensamentos, reflexões e análises mais que em relatos. TAmbém, assisti o filme demorado e nem tão bom assim do Al Pacino. Até ele faz filmes ruins.

Mas não estava a fim de fazer o artigo antes. Que seja agora. Amanhã é 8:30. Isso vai ficando cada vez melhor. rs.

Valeu.

sexta-feira, 26 de janeiro de 2018

Vou me assustando a cada dia


Pessoal, muito bom dia. Cheguei ontem da praia mas não deu pra escrever. Estava passando mal. Eu achei que era intoxicação alimentar e o farmacêutico falou em virose. Após consultar os universitários, vi que a última dura uma semana. Se hoje estou melhor, é porque talvez eu estivesse certo no meu diagnóstico. independentemente disso, foi uma merda. Depois vou fazer um post a respeito.

Mas talvez pior do que o que passei mal, foi o susto ao saber que tenho que pagar ainda mais coisas na obra do consultório. Estou preocupado e assustado com isso. Talvez essa sensação de mdo que esteja me fazendo ficar mal humorado com algumas coisas. Mas hoje eu fiquei foi puto.

Sempre me falaram que obra é um gasto sem fim. Mas só passando por isso mesmo pra saber. E não estou absolutamente satisfeito com esse valor. Eles inflacionaram demais. Todo o cuidado que eu tenho com o custo dos meus pacientes esse povo me extorquiu. E não só a mim, à Carol também. Mas pra ela é mais tranquilo devido aos ganhos.

Será esse o pensamento de escassez que estávamos falando? Não, não é. Uma coisa é vc pensar pequeno, não querer crescer, contar migalhas, querer fazer as coisas no jeitinho. A outra é vc gastar além do valor que é justo.

Não gosto de pensar que isso é desonestidade. Afinal, eu escolhi pagar isso. Foda vai ser se a arquiteta ainda enfiar a faca na gente no valor dela.

Não sei. Fico puto com isso. E é um estar puto sem um direcionamento, sem poder fazer nada. É uma atitude passiva que me irrita. Mas não há muito o que fazer.

Vamos continuar. Além de tudo, ainda tem mais um aluguel dobrado...

Valeu. 
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