domingo, 17 de junho de 2018

Falando de coisas normais e reflexões profissionais


Andei pensando sobre as coisas que aconteceram comigo, as discussões que tive e as chateações e descobertas que ando tendo. Estou meio cansado de algumas coisas e preciso pensar a respeito, simplesmente pra não me incomodar com elas.

Os atendimentos tem altos e baixos. Alguns muito bons, outros muito complicados. Mas nenhum igual ao que tive ontem. Tá me irritando repetidamente.

Bom, primeiro que essa semana ouve uma baixa nos atendimentos. E até que não mãe incomodei muito com isso. Mas convenhamos, é muito ruim essa expectativa de atendimentos e eles não acontecerem.

Por outro lado, tive contato com minha sala quase completamente do meu gosto e a crítica de pacientes. Acho que ela não está uma Brastemp, rica no design. Mas está gostosa na apresentação e com vários elementos combinando.

E justamente a paciente que está falando a respeito está tendo problemas com as filhas por excesso de pressão. Algo a pensar pra ajudá-la e isso me ocorreu de forma muito clara.

Nem sempre percebemos como estamos agindo em relação às pessoas. E é importante que façamos essa análise repetidamente.

Também tive, essa semana, a ideia de fazer vários posts, escrever várias coisas, sobre reflexões que eu concordo e queria explorar e algumas que não concordo e queria questionar. Mas minha procrastinação usual não me deixou.

Qual o fator que mais atrapalhou?

O FRIO TIRA MINHA DISPOSIÇÃO DE UMA FORMA ABSURDA


Essa semana tivemos muito friaca. Impossível de parar na frente do computador. E olha que foi uma semana extremamente folgada. Hoje começou uma sequência heróica de serviços, ainda que dois deles sejam no final de semana.

O frio me deixa sem vontade de pensar. Só quero me esconder e me proteger da porra do frio. Que coisa, né?

Mas não deixei de trabalhar no que eu tinha que fazer. Apenas não fiz um esforço extra pra fazer outras coisas em casa.

Isso não é bom, mas devo admitir que é foda vc trabalhar num frio desses.

Também estou sentindo falta da minha ritalina, por incrível que pareça. Ela me ajuda a focar.

Tive ideias sensacionais essa semana. Mas não botei nenhuma em jogo. E devo admitir que algumas delas me deixaram bem animado. Quantas vezes pensei em ir pegar o meu quadro branco pra me ajudar a pensar em casa?

E a economia?


Quando vc pensa que as ações e a bolsa estão caindo desse jeito, fica animado com suas opções? Eu não. Achei que tinha me dado bem comprando ITUB4 a preços perto de R$ 41,00 e estou com várias ações perto de R$ 42,00.

Isso é um problema? Não. Mas eu estava querendo aproveitar a promoção e fazer umas compras. Mas se fizer acho que não vou ter dinheiro para pagar as que estão nas opções. rsrsrsrs.

É o que o Bastter fala, para com essa ideia de achar que cair ação é bom. Não é. Se cair muito vc apavora e fica vendendo igual um louco.

Não me apavoro. Apenas acho que estou concentrando muito em ITUB4. Preciso pensar em BBDC4 com mais carinho.

Aliás, VÁRIAS estão no carrinho das promoções.

Foda não ter dinheiro pra todas. Mas estou comprando.

E a copa?

COMO PRODUZIR COM COPA DO MUNDO?



Pois é. Fico me fazendo essa pergunta. Quero assistir todos os jogos, apesar de saber claramente a inutilidade prática e pessoal disso.

Além disso, tenho que preparar aquela aula que me passaram pra fazer (na verdade, que eu inventei de fazer).

Responsabilidade é isso. Assumir pra si as merdas que fez e dar o seu melhor. Simples assim.

Aliás, se eu tivesse que lidar com essa copa aí de cima eu não faria nada um mês inteiro. Depois ia direto pro hospital. rsrsrsrs.

Mas estou gostando de estar na escala. Só estou na espreita pra esses nego me chamar na folga pra dar instrução. Isso é uma falta de sacanagem. Mas faz parte do jogo. Preciso pensar apenas em como me  beneficiar disso de uma forma.

Aliás, só não olhar pra cara de algumas pessoas já me vale muito, não sabe?

Será que estou ficando sem paciência com as pessoas? Com certeza. Quanto tempo durará isso? Bastante.

Acho que esse ano eu queria me focar em fazer as coisas certas, bem feitas, mas que eu não fique me sacrificando.

E acho que essa reflexão importa.

AJUDAR A SI MESMO, COMO EU AJUDO OS OUTROS

Muitas das frases que eu uso pra ajudar as pessoas, seja no consultório, seja na vida, poderiam tornar a minha vida mais leve.

Se por um lado eu ajudo as pessoas a diminuírem seus sofrimentos e lidarem com sua vida de uma forma mais produtiva, eu poderia usar esse princípio pra mim também.

A dúvida que eu tenha normalmente é se eu não seria (ou já sou) muito condescendente comigo mesmo. Não sei sinceramente qual a verdade. Mas acho que é verdade a ideia de que eu facilito minha vida. Mas será que é de graça?

O meu ritmo de vida é muito corrido. Demais até. Se eu pensar na quantidade de horas que eu trabalho semanalmente, eu vou ter a plena certeza que eu trabalho MUITO mais que a maioria das pessoas que eu conheço, inclusive a Jo.

Essa semana, por exemplo, atendi 23 horas os pacientes. E essa semana eu trabalhei pouco. Pensando em fazer post, comprar coisas consultório, resolver problemas, pagar contas e vir pro quartel, trabalhei, pelo menos, 10 hora por dia, todo dia. Será que ficar sem disposição é algo TÃO absurdo assim?

POIS É!!

Vamos fazer uma continha simples. Tirando o óbvio, que foi a greve dos caminhoneiros - ou revolução e retirada do direito de ir e vir - trabalho mais ou menos essa quantidade de horas por semana. Arredondando pra baixo, 90 horas mensais. Vamos arredondar mais ainda. 80 horas mensais. Trabalho ainda, em média, 140 horas no Controle. 230 horas mensais, por mês.

E eu ainda tenho a cara de pau de me cobrar pra trabalhar mais.

Esse tipo e análise que estou fazendo aqui não uso a meu favor, mas agora usei e caiu a ficha de que, querendo eu ou não, me divirto muito pouco.

E ser ajudado?

SER AJUDADO FAZ PARTE


Essa foto do House faz sentido na medida em que eu, normalmente, não deixo as pessoas me ajudarem. E isso faz todo sentido psicológico na minha vida.

Se eu passo a impressão de independência, liberdade e não demando nada de ninguém, normalmente me "sacrificando" por causa dos outros, sinalizo pra eles que sua ajuda não é bem vinda.

Fica difícil, não acham?

Sinto um certo desconforto, confesso, em deixar as pessoas fazerem as coisas pra mim. Soa como se não quisesse que ninguém me colocasse numa situação de dívida. Isso realmente me incomoda.

Mas acho isso uma grande palhaçada da minha parte que, infelizmente, não está sob meu controle.

Tenho uma sensação muito ruim quando devo e, também, similar, quando eu faço alguma merda que eu entendo que magoa alguém.

Veja, se eu entendo que não magoei, que a pessoa está de palhaçada, eu não me importo. Mas quando eu sinto que pisei na bola, mesmo que não quisesse, que não fui bem interpretado, fica exatamente como hoje.

Depois da pisada que dei da última vez fiquei meio assim.

Enfim, o que importa saber é que eu preciso descobrir uma forma de colocar isso sob uma perspectiva diferente, perceber os bloqueios, deixar as coisas acontecerem. E isso não é fácil.

Sensação de fragilidade é foda pra mim. E sensação de não poder fazer nada também.

Mas tem horas que orgulho e vaidade não ajudam em nada. E eu sei bem disso.

Valeu!!!





sábado, 16 de junho de 2018

Hoje Peru e Argentina me quebraram no bolão


Argentina capacho. Peru fraco. Que merda. Pelo menos a França me deu uns pontinhos.

Caceta, maluco. Eu tava em dúvida no jogo da Argentina. Eu sinceramente achei que eles seriam capazes de ganhar da porra da Islândia. Afinal, tinham a porra do Messi.

Esse maluco não faz nada em copa. Puta que pariu. Parece o Ronaldinho Gaúcho. Parece que tem uma maldição nessa porra. Se joga no Barcelona, na copa não faz nada. Que merda.

Eu estava dividido, na verdade. Queria que os Argentinos se lascassem, mas queria ganhar o bolão. Pelo menos um objetivo alcançado.

Até achei que os putos iam ganhar, depois daquela jogada do Aguero. Mas esse puto não fez mais nada além disso.

Certo que a retranca da porra da Islândia era pesada. Mas os caras estavam lentos e não tocavam a bola.  E o Messi? nada.

Além disso, o cara consegue fazer o pior.


Mas é um animal mesmo. Como é que o cara bate um pênalti daquele. Dá pra chegar à conclusão que esse maluco é...


Tudo bem. Me fodi com esse resultado, mas a Argentina se fodeu mais. Já tá valendo. Aí vem o Peru...

ESSA SELEÇÃO DO PERU PRECISA DE VIAGRA


Comecei secando horrivelmente o Peru. Afinal, eu tinha a sensação que se a Dinamarca tomasse gol ia ser uma sacola. Quando a Dinamarca fez o gol, pensei: agora dá pra empatar, vou me dar bem. humpf...

Time incompetente da porra. Primeiro que já tinha perdido um pênalti... vou repetir foto aqui, mas onde se lê Messi leia-se Cueva, que com esse começo de nome já se vê a qualidade do futebol.

CUEVA, OLHA O RECADO DO CARA
Mas enfim, o time partiu pra cima, depois entrou o guerreiro e NADA!!! Os caras parados, esperando bola. Parecia que estavam ganhando, anestesiados. Puta que pariu.

Deu no que deu. Me lasquei no bolão.

Pelo menos os Franceses fizeram algo, esses cornos.

SÓ A FRANÇA SALVA


Ainda que esse maluco tenha feito um pênalti imbecil, a França venceu. Se não fosse isso, hoje seria só derrota.

Claro que, como a argentina, meu coração estava dividido. A Austrália é ruim pra cacete, mas achei que a retranca véia poderia ser batida. E foi.

Mas que golzinho escroto do Pogba. Mas valeram os pontos.

Vamos ver se a Croácia salva o dia hoje, que me levou ladeira abaixo.

Valeu

sexta-feira, 15 de junho de 2018


Vamo lá Brasil. Por enquanto, vamos assistindo os jogos da copa. Ontem foi um cerol da Rússia na Arábia. Deu a lógica, mas ninguém esperava esse placar tão elástico.

E foi um jogão. Hoje, sofri até o final com a porra do jogo do Uruguai. Luiz Suarez uma água, o Egito jogando muito, passe de um lado pra outro, uma burocracia do caralho.

Acho que foi injusto esse placar. O Egito jogou muito, trocou passe mais organizado, mas faltou ousadia, como disse o Ricardinho cara de cavalo no SporTv.

Normalmente eu torceria para o Egito, já que eu torço pro time mais fraco. E, nesse caso, jogou organizado e deu um calor no Uruguai. Foi uma pena que ele tenha perdido. O empate era o mais justo.

A bola na trave do Cavani foi foda. Achei que ia ser mais um empate.

Mas dessa vez eu torci pro Uruguai por causa da porra do bolão. Por enquanto eu to ali, lutando. Tava na frente, mas acho que fui ultrapassado.

Tive que dar uma zoada no bolão, aproveitando a liderança por enquanto.


Espero que eu não fique igual ao flamengo, por enquanto na liderança e tomar depois. rsrsrsrs.

ESCOLHAS PRECISAM SER FEITAS POR PRIORIDADES


Estive falando, nos outros posts, sobre organização e prioridades. E hoje, pensando nisso, eu usei esse critério em favor de mim mesmo.

Estava meio desanimado em relação ao futebol. Estava mesmo. Tanto que não acompanhei nenhum jogo do Brasil nas eliminatórias. Mas, ao contrário do que eu pensei, nosso país está muito bem.

Mas COPA é COPA.

Tinha um paciente novo agora e ele cancelou. Estava com o coração apertado em ter que ir e perder o segundo jogo. Mas ia. Afinal, sou profissional.

Mas, depois disso, não marco ninguém no horário. E esse paciente cancelou o atendimento. QUE PENAAAAAAAA.

Vou ter que assistir um jogão : Marrocos x Irã.

Tá, não é tão bom assim. Mas é copa, porra.

VAI MOROCOOOOO!!!

Agora, almoço e jogo.

Depois escrevo mais.

Muitos acontecimentos no tempo que não escrevi, mas não lembro muito deles. Vou escrevendo por enquanto no que eu lembrar.

Valeu!!!!


sábado, 9 de junho de 2018

Tamo junto, betinho


Meu irmão está indo amanhã pra uma nova fase da vida dele. Espero que ele tenha a iluminação que ele merece pra fazer dar certo. Tenho certeza que ele pode. Mas minha preocupação de irmão mais velho não tem limite. É como se fosse meu filho mais velho.

Sabe aquela sensação de saudade? Pois é. Ela veio. Demorou. Pra caralho. Mas veio. Estou bem triste e ao mesmo tempo feliz por ele. Ele é foda. Já falei sobre ele aqui. A admiração que tenho por ele é absurda.

Estou aqui brother, torcendo muito por vc nessa nova fase da sua vida. Fiz questão de estar contigo nessa última noite antes da viagem. Vc é minha família e eu te amo muito. Que vc seja capaz de passar por essa fase da melhor forma possível.

Meu irmãozinho me ultrapassou. Que orgulho. Acho que a gente quer que isso aconteça, mas fica preocupado com essa fase na vida dele. Que aperto no meu coração. Mas é apenas alguns meses. Vai passar. Espero que seja uma fase de aprendizado pra ele, mais que de estresse.

Boa sorte, brother. Tamo junto.

Valeu!!!


quarta-feira, 6 de junho de 2018

Voltando ao normal: preciso prender a planejar


Fala aí, pessoal. Escrevendo pra tornar os dias mais passíveis de lembrança e, de quebra, pra vcs saberem o que está acontecendo comigo depois desses dias esquisitos.

Pois bem, não faz muito tempo desde a última vez que eu escrevi, mas as coisas vão acontecendo. Nossa vida é cheia de surpresas, não é mesmo?

Começando com as coisas de hoje, foi uma noite de sono bom, acordei bem e tomei minha rita pra dar uma força. Tive que repartir, mas faz parte. Ajudar sempre é algo que avaliei como bom.

Levei meu amor pro cursinho e voltei pra casa tomar café. Bom passar o café da manhã com a patroa. Temos tido pouco tempo juntos, inclusive em questões de intimidade. Mas ela tem tido problemas de saúde ultimamente e está dificultando um pouco. Mas sinto melhora.

Lembra quando falei, na última postagem, que pressa atrapalha a vida? Pois bem, a pressa não é bem a causa.

PLANEJAR É O ANTÍDOTO PRA PRESSA


Se tem uma coisa que eu valorizo é planejamento. E valorizo porque eu sei que, se o planejamento é bem feito, as coisas acontecem e tudo acaba bem.

Mas existe uma característica do planejamento que precisa ser dita: ele tem que ser inflexível em relação aos horários. Isso foge um pouquinho ao tradicional, mas comigo tem que ser assim.

Por exemplo, se eu me programo pra estar em algum lugar as 14 horas e sei que, pra isso, eu tenho que sair do trabalho 13:15, EU TENHO QUE SAIR ESSE HORÁRIO.

De outra forma, eu vou me atrasar, vou dirigir rápido, se o trânsito estiver ruim vai dar estresse, enfim, acontece o que falei no post anterior, já citado acima.

Vc pode dizer: "ok, Robson, vc sabe disso. Mas porque então você não faz isso". Pois é. Eu planejo muita coisa, faço lista de afazeres, mas sou flexível demais em relação aos horários.

Claro que existem imprevistos, mas eu preciso ser realista: muitas vezes eu acabo me atrapalhando por não seguir essa regra básica.

E não é só isso.

PLANEJAMENTO AJUDA A NÃO PERDER DINHEIRO


Eu costumava, antigamente, atrasar o pagamento de todas as coisas que vc pode imaginar. Todas as faturas eram pagas atrasadas e nunca parei pra pensar (e fazer as contas) de quanto eu perdia com isso. E não é pouco.

Por exemplo, esse mês eu deixei atrasar o crédito do Banco do Brasil. Quando vi, já era.

Eu costumava pagar com o App do BB mesmo. Mas esse mês quis fazer diferente e, o que aconteceu? Atrasei. Ontem que seria o dia de pagar simplesmente puft, saiu da minha cabeça.

Claro que eu tive reunião no trabalho e depois quis levar a lele pra escola. Mas se tivesse planejado direito (ou sequer planejado ou não me perdesse), segunda-feira, que passei a tarde inteira em casa eu teria resolvido isso. Afinal, é o dia administrativo, pelo menos na teoria.

Nesse caso eu tenho muitos atenuantes, frio, preguiça, cansaço, sono, um dia de folga pra mim, blá blá blá. Mas admito que falhei. E essa é a questão. Eu fiquei pensando no que tinha que fazer e não planejei essa coisa simples.

Hoje, por exemplo, eu me planejei pra fazer algumas coisas e FIZ. Acabei não pagando tudo que tinha que pagar, até porque pra fazê-lo eu ia acabar me atrasando pra outras coisas. Mas dava também. Fiquei ajustando outras coisas.

Não quero valorizar o erro. Quero, na verdade, poder pensar em como não cometê-lo novamente. Estou cansado de ficar cometendo os mesmos erros. Nem quero erros novos, apesar de saber que erros novos significam tentativas novas. Mas planejar de forma que as coisas funcionem.

O foda é que eu ainda não vi como fazer isso de uma forma que prenda minha atenção. Estou pensando agora naquela folha com as datas. Ou no quadro branco. Esse planejamento precisa acontecer. Inclusive pra eu não me quebrar na escala do quartel, que tenho um histórico de esquecer. 

Hoje foi um bom exemplo. Fiz quase tudo que me propus e fiquei esperando as novidades. Estou meio dividido. Ela chegou, mas sabe quando vc fica assim?

 POLTRONAS NOVAS FINALMENTE

 
Pelo menos essa novela de não ter poltronas acabou. Chega. Vamos para novas novelas. Vamos às fotos.




Achei elas meio desconjuntadas, meio grandonas. Apesar disso, era assim que eu queria. Ainda tenho que me acostumar.

Depois de tanto tempo, eu acabei com uma poltrona que lembra a primeira, que era bem menor, sem rotação, sem encosto e esta é do jeito que eu queria. Mas estava acostumado com as outras. Aliás, não conseguia me acostumar a nenhuma.

Achei essa meio dura. Mas ela também é macia.

É bonita, mas não sinto isso. E essa é a segunda distorção cognitiva mais comum. Se eu sinto, é verdade.

Mas é bonita. Só preciso realmente me adaptar a ela, com o tamanho dela.

Enfim, agora não terá mais a ideia de ficar tirando minhas coisas aqui da sala só porque acham que devem. Meu santuário. Não mete mais a mão, ok?

Quero melhorar ainda mais essa sala. Estou me sentindo, agora, bem confortável aqui. Ainda faltam coisinhas, mas elas já estão vindo.

Tinha colocado até o final do ano pra terminar de pagar todas as coisas, parar de me incomodar com tudo, Falar: pronto. Aqui é o meu lugar. Mesmo com a possibilidade de ser julgado. Não tem como não sê-lo.

Por outro lado, o julgamento é importante também. Por que não? Por que a preocupação?

Fato é que posso estar simplesmente perdendo um tempo fudido com o medo do julgamento, sabendo que para mim isso não faz o menor sentido. Ser julgado é simplesmente um fato da vida.

Isso levantou uma questão - mais uma - que precisa de reflexão. Como lidar com os julgamentos negativos QUANDO E SE ELES ACONTECEREM?

Aguardem cenas dos próximos capítulos que isso ficou na ponta da língua e preciso analisar melhor o que eu não estou vendo, porque fazer já venho fazendo faz tempo.

Valeu


domingo, 3 de junho de 2018

Reflexões de domingo - autoconhecimento parte 2


Eu estava bastante sem foco quando comecei a escrever esse texto. Como já falei antes, estava com bastante sono. De tarde eu tirei uma sonequinha e já melhorei um pouquinho meu humor. Apesar disso, acabei de me incomodar com palhaçada da Letícia, fazendo manha.

Por isso, estava me sentindo sem foco. Mas exatamente esse era a intenção. Estava com a sensação, nesse momento, de não ter o que fazer. E sei que, claro, isso não é possível. Apenas eu não queria fazer o que eu precisava fazer, o que é natural. Afinal, o que é chato ninguém quer fazer, apesar de ser necessário.

Uma reflexão interessante e que motiva uma mudança - ou tentativa de mudança - é a ideia de que muitos problemas que eu tenho são causados pela pressa. Talvez isso mereça uma boa análise.

PRESSA ATRAPALHA SUA VIDA?


Vejamos. Eu normalmente quero organizar a minha vida. E o fazer isso, eu divido meus cadernos pra fazer os relatos dos pacientes. Quando eu faço isso, eu tento colocar as coisas em ordem e procurar no lugar certo o que eu preciso.

Então porque, nesse dia, eu troquei as bolas e coloquei os relatos em local errado?

PRESSA!

Eu costumo ter algumas rotinas que me ajudam a lidar com a perda das coisas. Tanto que, ultimamente, não tenho perdido tanto mais identidade, chave, carteira, entre outras coisas (guarda-chuva não consigo ainda não perder).

Sexta-feira eu mudei de lugar as coisas, meio que saí apressado do consultório (foi um dia ruim, pode ser um atenuante) e o que aconteceu? Perdi o crachá. Ou achei que perdi. Coloquei em um lugar que eu nunca tinha colocado. Por que?

PRESSA!

Ou seja, quando estou apressado e imagino que qualquer um de nós também, facilitamos muito que as coisas saiam da sua rotina e aconteçam erros que podem ser evitados. Ainda mais eu que sou uma criatura que a atenção não ajuda.

Transtorno de Déficit de ATENÇÃO e Hiperatividade


Sou uma criatura que tem um problema com a atenção que é crônico. T-U-D-O tem relação com a minha dificuldade de atenção. Minha pressa, minha correria, os atrasos, de uma forma ou de outra tem a ver coma minha problemática com a atenção.

A coisa é tão absurda que, dependendo da situação, eu não consigo me lembrar absolutamente do que estava fazendo na hora que me distrai. Não consigo. Quando tomo meu remédio fica mais fácil. Ou quando eu faço as minhas estratégias. Quando eu coloco as rotinas dentro do que eu me proponho, normalmente as coisas saem corretas. Mas quando não, já sei que vai dar merda.

No caso do crachá, por exemplo, meu "sentido aranha"apitou que ia dar merda. Eu levei o crachá, ao invés de deixar no carro. Ao longo da tarde, eu sabia, ia esquecer onde estava o crachá. Era líquido e certo. E quando eu não aceito isso, me enrolo no final. O que aconteceu? bingo. Perdi o crachá. Dentro da mochila. E não lembrava que tinha colocado.

O que fiz? Precipitei e fui no centro pegar o crachá, já que eu tinha "certeza" que estava lá na sala, já que eu sou um esquecido. Mas eu esqueci de lembrar que eu me protejo dos meus esquecimentos e tinha colocado na mochila. Não confiei na minha capacidade de lidar com meus defeitos. No fim, gastei dinheiro e tempo à toa.

E várias vezes eu criei problemas de ter que tirar segunda via das coisas por causa disso. Porém, minhas estratégias tem funcionado bem. Quando eu as sigo e não as abandono por qualquer que seja o motivo.

Também posso me distrair por outros motivos.

ESTOU ATRAPALHANDO?


Durante essa manhã, eu tive vários pensamentos difusos, entre eles o desejo de ver blogs pessoais das pessoas. E é interessante que minha sensação de escrita para mim, do meu dia a dia ser desinteressante, é válida e viável. Vi vários blogueiros falando sobre isso. Especificamente sobre isso.

Mas isso é a distração que queria falar? Não. Outra coisa que vi nesses blogs foi o desejo de alguns de fazer algo, falar com as pessoas e evitar fazê-lo por medo de incomodar, de estar atrapalhando. E esse sentimento é bem comum nas pessoas. Vejo inclusive aqui em casa.

Minha filha, muitas vezes, quando vem conversar comigo e estou fazendo outra coisa, pergunta se está atrapalhando.

NÁO, NÁO ESTÁ. PODE ACREDITAR. SE ESTIVER EU FALO. 

Mas mesmo assim parece que não acredita. E vejo isso acontecer nos pacientes também. Pessoal, atrapalhar os outros depende do julgamento do outro que vc está fazendo isso. Se vc diz a si mesmo que se a pessoa fizesse o que vc fez ela não te atrapalharia, porque o contrário não é válido.

Essa questão de atrapalhar os outros (ou a sensação de estar atrapalhando) é muito comum hoje em dia. Parece um tema bom pra se discutir mais profundamente. Mas não será aqui essa discussão. Eu vejo isso como algo sistêmico e aprisionaste, como tantas coisas que imaginamos nos dias de outro.

Parece que, com o tempo, desenvolvemos a capacidade de ler pensamentos? Não. Então, como vc pode saber algo sem perguntar? Pense nisso.

Como saber? Já dei a dica. O mesmo vale pra saber se o seu tema é interessante ou não para outras pessoas.

ESCREVER PARA SI MESMO E ESCREVER COM UTILIDADE


Eu tenho a compreensão que meu blog não é para utilidade pública, ainda que possa ter algumas (muitas) dicas de psicologia e como lidar com a vida e com seu mundo mental. Porém, esse não é o foco.

Hoje, pro acaso, pensei sobre a questão dos blogs pessoais. Encontrei alguns bem legais, entre eles:

www.decaracomaju.com
www.xcake.com
www.rafabarbosa.com

Eles trazem algumas questões bem interessantes. no blog da Ju ela discute essa ideia de blogar para os outros. Está muito em voga essa ideia de ser um blog "útil". Acrescento que, ao ser útil, vc pode "monetiza-lo", ganhar uma grana com anúncios ou coisas do tipo. Mas ela não curte essa ideia e procura deixar o dela com uma cara mais de diário mesmo, como o meu.

O meu, sem dúvida, é um blog pra mim, sem pressão. Não sinto dificuldade em escrever pra mim, o que penso, o que sinto, reflexões profundas, que até são úteis para as pessoas em alguma medida. E, algumas vezes, sinto que converso com essas pessoas.

Por isso, acho, que é fácil pra mim escrever. Ficando nessa vive, eu posso pensar em uma quantidade absurda de assuntos e ideias para escrever, coisa que no blog do terapia não faço. E agora, no blog do IPP, não escreverei mesmo. Já que sai do meu bolso o dinheiro pra pagar a escritora, ela que faça a produção dos nossos temas.

Estou com raiva sim. Mas não quero sair do assunto. Não acredito que minha raiva seja justa. Mas preciso metabolizá-la.

Como eu ia dizendo, com a escrita que eu fiz no caderno, já tinha assuntos para vários posts, sem nenhuma pressão ou pesquisa. Apenas meus pensamentos e minhas reflexões. E como eu mesmo me dei conta, isso não é a minha prioridade. É uma daquelas perdas de tempo que eu não estou a fim.

Entre essas ideias, também me veio, naquele momento, a ideia de escrever como se estivesse em um diálogo comigo mesmo. Mas acho que já faço isso, não deliberadamente.

O Blog do Rafa Barbosa também é super pessoal e ele valoriza à beça isso, ainda que tenha mídias sociais nos outros. E, por último, o xcake é o site de trabalho do blog da tulipa, que não fala de outra coisa além de coisinhas bonitinhas pra animar o dia. Ela fala dela, mas é um foco mais bonitinho, que parece querer agradar os outros.

Ok, tudo bem, não há mal nenhum nisso. Mas não gosto de coisas bonitinhas apenas. Acho que meus pensamentos são menos nobres do que eu gostaria, afinal.

Enfim, esses são alguns pensamentos que tive de manhã no trabalho. Tive muitos outros e até acho que não fechei esses pensamentos aqui, mas agora cansei de escrever, pelo menos um  pouco. Tinha muito mais coisa pra refletir, mas quero assistir Limitless de volta.

Valeu



Treinando autoconhecimento


Bom dia, galera. Eu nem ia escrever nada aqui no blog hoje. Cheguei aqui no trabalho com um cansaço do cão. Acordar todo dia cedo é foda. Achei que não ia ter saco nem disposição. Mas acabou que fui escrevendo, em companhia com meus amigos queridos e me animei.

Engraçado que hoje, domingão de manhã, estou cercado de gente que eu gosto. E o que era para ser um serviço beeeem tranquilo até que ficou agitadinho.

Vários pilotos querendo passar informação, em uns voo complicadinhos, situações especiais, além dos estresses normais que, quando eu estou presente, acabam acontecendo. Pára-raio? Pois é. Talvez.

Enquanto eu estava iniciando os relatos no caderno, estava escutando a música que ultimamente tem sido minha companheira nos escritos: Lounge. Essas são as músicas que pretendo usar quando estiver gravando vídeo, se é que isso um dia vou ter coragem de fazer.

Achei legal escrever porque eu andei reparando algumas coisas em mim e quis registrar pra não esquecer.

PENSAMENTOS DESFOCADOS - VARIABILIDADE BOA


Não sei se essa foto retrata bem o que eu quis dizer. Eu quis deixar minha mente sola e acabei desfocado, mas não sei ver o que estava acontecendo, só não mantinha minha atenção por tempo demasiado ou mantinha meu foco em algum tema. Acho que meus posts aqui no blog tem essa temática: vários assuntos ao mesmo tempo. Mesmo que o tema básico e mais geral de hoje seja a atenção nos meus pensamentos desorganizados e o relato dos mesmos.

Acho que essa foto aqui retrata um pouquinho melhor o que eu sinto a respeito desse post.



Vários estímulos, todos eles legais, mas que atrapalham à beça quem tem dificuldade de foco, em condições normais, como eu.

Isso é ruim... não sei. Fico pensando se priorizar o foco é uma boa em relatos pessoais. Talvez isso incomode quem é organizado, mas como não é o meu caso, tudo bem.

Por exemplo, em um momento anterior, algumas horas atrás, fiquei chateado com o fato de não conseguir escutar minhas musiquinhas sem ser interrompido, coisa que está acontecendo agora.






Essa música meio que me faz viajar, mesmo que eu não tenha essa vista que essa moça está tendo aí. Mas ajuda a beça na paz da minha cabeça.

Pra vc ter uma ideia como eu quis colocar essas escritas aqui, já ampliei - e muito - o que escrevi no caderno, escrevendo, contextualizando, colocando fotos, deixando muito mais rico o que escrevi no caderno. Engraçado, não vejo um motivo pra fazer isso, mas eu gosto tanto que o motivo fica pra segundo plano.

Por exemplo, dei uma reclamada que a caneta vermelha tinteiro - de novo - estava falhando. Isso não existe. Vou ficar soprando ela até acabar a tinta. É meu dever acabar com a caneta antes de jogá-la fora.



Não vou desistir dela.

EVERNOTE - A IMPORTÂNCIA DE TESTAR AS LETRAS


Vamos pensar um pouco na escrita e como ela pode se tornar algo agradável.

Se tem uma coisa que eu valorizo é a letra, seja ela no computador ou na escrita. Não coloquei isso no texto original, mas como era pensamento perdido e rico, aqui é o lugar de expressar mais detalhadamente esse tema. Rs. Consigo explorar qualquer tema? Vamos ver.

Então, quando eu escrevi esse tema estava pensando no fato de que, ontem à tarde, eu estava testando as letras em que é possível escrever no EVERNOTE. Em termos de computador, o nome é fonte, claro. Independentemente disso, descobri várias letras legais e algumas nem tanto.

Vi que tem como colocar as letras como se estivesse colocando em uma máquina de escrever antiga. Legal. Nunca tinha me dado conta disso.

Não sei se não cansaria a leitura, mas como aprendizado e observação valeu.

Foi a letra Courier, essa aqui. Legal, né? Mas vou volar pra anterior que é mais legal. 

A letra verdana também é boa. 

A trebuchet é essa aqui. Dessas aqui do blog, foi a que mais gostei até agora. 

Helvética. Hum, não gostei. 

Georgia. Com serifa. Não foi tão desagradável, posso dizer. 

A arial e clássica. 

Vou escrever com a trebouchet a partir de agora. Gostei dessa letra. 

Além disso, também comecei a perceber como é a minha letra naturalmente. Resolvi escrever devagar no caderno para analisar a letra. Não é igual a quando estou tomando a Ritalina, que tenho tomado pouco. Parece que lá o desenho da letra fica melhor. 

Esse pensamento me lembrou o Limitless. Estamos falando do que mesmo? Drogas pra melhorar o cérebro???

      
Enfim, adorei essa série, até porque me identifiquei com o personagem em algumas coisas. Ao contrário dele,consegui muito sucesso acadêmico e profissional, graças ao hiperfoco em coisas importante. Mas a sensação de não estar fazendo nada e ficar dando desculpas me perseguiu muito tempo.

Até hoje eu me sinto meio  "fraude" e até já estudei sobre a síndrome, pra saber um pouco mais. Mas preciso me aprofundar nesse sentimento. Tem muita gente boa que sofre com essa sensação idiota que nós criamos pra nós mesmos.

Mas agora vamos ver o jogo do Brasil. Depois eu volto.



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